Princípios básicos do raciocínio geológico


O Catastrofismo foi o princípio mais aceite até meados do século XVIII e o seu principal defensor foi Cuvier. Segundo esta teoria, as grandes alterações ocorridas à superfície da Terra, pontuais e sem ciclicidade, teriam sido provocadas por catástrofes. O Uniformitarismo, defendido por James Hutton no século XVIII, pressupõe três ideias principais: as leis naturais são constantes no espaço e no tempo; deve explicar-se o passado a partir do que se observa actualmente, isto é, as causas que provocaram determinados fenómenos no passado são idênticas às que provocam o mesmo tipo de fenómenos no presente - princípio do actualismo ou princípio das causas actuais ("o presente é a chave do passado"); as mudanças geológicas são cíclicas. O Neocatastrofismo é uma nova teoria que reconhece o uniformitarismo como o guia principal que permite entender os fenómenos geológicos, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham contribuído para eventuais alterações localizadas na superfície terrestre. Estabelece a correspondência entre as afirmações e os termos da chave.
As diferenças entre as espécies existentes e as formas reveladas pelos fósseis eram explicadas por uma série de extinções devidas a fenómenos como inundações e erupções vulcânicas.
As montanhas não são imutáveis, tendo sido esculpidas e desgastadas pela lenta acção dos agentes erosivos que actuam ainda hoje.
Tsunamis, sismos e vulcões são expressões brutais e breves da tectónica de placas, que se repetem em escalas cronológicas mais ou menos curtas e estão relacionadas com processos tectónicos de grande amplitude espacial e temporal, como a abertura e fecho dos oceanos e a formação de cadeias montanhosas.