A maior parte das rochas da crosta terrestre apresentam deformações devido à acção de forças de pressão exercidas pelo peso das camadas de rochas suprajacentes e tensões provocadas pela mobilidade das placas litosféricas. Submetidas a estados de tensão, as rochas sofrem deformações, originando falhas e dobras. As forças que actuam sobre as rochas podem ser de diferentes tipos, de acordo com a natureza dos limites tectónicos onde ocorrem.
1. Assinala a afirmação falsa.
As tensões são definidas como forças aplicadas por unidade de área.
A limites tectónicos convergentes correspondem tensões distensivas, a limites divergentes correspondem tensões compressivas e a limites transformantes correspondem tensões de cisalhamento.
Como resposta às tensões que suportam, as rochas apresentam diversos tipos de deformações, que podem classificar-se como deformações elásticas, deformações plásticas ou deformações por ruptura.
As rochas exibem vários tipos de comportamento durante o processo de deformação o que permite classificá-las como rochas de comportamento frágil e rochas de comportamento dúctil.
2. Assinala a afirmação falsa.
Uma falha é uma superfície de fractura ao longo da qual ocorre o movimento relativo dos blocos fracturados.
Qualquer tipo de tensão – compressiva, distensiva ou cisalhante – pode induzir a formação de falhas em rochas com comportamento dúctil.
A posição da falha no espaço é definida pela direcção e inclinação do plano da mesma - a direcção é o ângulo formado por uma linha horizontal do plano de falha com a linha geográfica norte-sul; a inclinação é o ângulo formado pelo plano de falha e um plano horizontal que o intercepta.
Numa classificação segundo os movimentos relativos dos dois blocos da falha, isto é, do tecto e do muro, classificam-se as falhas em falhas normais, falhas inversas e falhas de desligamento.
3. Assinala a afirmação falsa.
As tensões de distensão podem induzir a formação de dobras em rochas com comportamento dúctil.
As dobras consistem no encurvamento das camadas originalmente planas, como acontece, por exemplo, com os planos de estratificação.
Uma dobra pode ser classificada segundo a sua disposição espacial em antiforma, sinforma e dobra neutra.
Uma dobra pode ser classificada em anticlinal e sinclinal tendo em conta a idade relativa das rochas que a constituem.