Noventa por cento dos três mil milhões de pares de unidades químicas que compõem o genoma humano estão já sequenciadas. Este rascunho é já suficientemente preciso para dar início à aventura de descodificar aquilo a que se chama o "livro da vida". A viagem, no entanto, vai ser longa: por ora, o que temos é o equivalente a uma pilha de 750 milhões de páginas A4, dactilografadas numa escrita apertada, de um código de quatro letras. E, pelo caminho, teremos de enfrentar as várias questões éticas e sociais colocadas por este conhecimento inédito da química que faz de nós seres humanos.